quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Por mais que fuja também sou apanhada de quando em quando



Ora então, eu que sou avessa a tudo o que é bichos e coisas que tal, também fui apanhada por ele. Respirar que é bom custa-me imenso, quando a tosse vem as entranhas teimam em sair. Ranhoca da boa que à custa da sinusite que também cá mora é daquelas que fica a pairar nas fossas nasais e dá-me dores de cabeça e enxaquecas de não querer sequer lembrar ao diabo, quanto mais ao menino Jesus.
Assim sendo estamos oficialmente engripadas, a tombar para qualquer infecção na garganta e com esperanças que isto lá vá sem antibiótico.
Pois então bom dia para todos vocês, que por aqui o dia não começou muito bem, não!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

...


Finito!



As prendas de Natal e dos 1001 aniversários que decorrem este mês na família estão concluídas.
Parece impossível perante o meu astral e a minha falta de motivação este ano para escolher as coisas em função de cada familiar e amigo mas a dificuldade principal impunha-se aquando da passagem do cartão para finalizar a compra. Este ano estando desempregada o dinheiro custa-me muito mais. Não é que antes não me custasse mas parece que agora tem mais valor. É uma chatice é o que é.
Fora isso, sinto-me extremamente bem por a uma semana da noite mágica saber que só volto às lojas da baixa ou ao centro comercial se bem me apetecer. E isso é ótimo. 
O poder de decisão e não de obrigação, que bom!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Segunda, 17

Faz hoje um  mês.
Um mês de dor, de sofrimento e de tantas e tantas lágrimas que já chorei sozinha. E ainda choro. Sei que vou chorar para sempre, porque isto não se esquece.
O dia 17 significa o melhor e o pior para mim.
Faz hoje um mês que tive os meus bebés. Que deitada numa cama na sala de partos tive a maior infelicidade da minha vida. A minha maior perda, a minha maior dor, quer física mas muito muito psicológica.
Carregava os meus filhos mortos há nove dias. As contracções teimavam em não surgir e o sofrimento prolongava-se. Só queria que tudo acabasse. Queria acordar e dizer "caramba foi tudo um pesadelo e afinal eu e eles/elas (??) estamos bem". Não foi um pesadelo, foi a realidade. Ainda hoje é uma realidade. Carrego comigo e só comigo uma dor tão grande que, por mais que passem 20 anos, por mais que tenha 20 filhos nunca vou esquecer os meus dois primeiros.
Ainda hoje me lembro de cada segundo daquele dia. Das horas a que fui chamada à enfermaria para ser vista pela médica. Dos 'Kms' que fiz corredor acima, corredor abaixo para incentivar o parto e nada. Eram 23horas do dia 16 de Novembro quando me rebentaram as águas. Passava da uma da manhã quando finalmente dei um abraço à Dra. que me seguiu e com as únicas forças que me restavam apenas disse, "Obrigada".
Mas a vida continua e desde esse dia tenho tentado sobreviver o melhor que posso.
Choro muito sozinha porque só eu compreendo as minhas lágrimas. Choro porque sinto que não merecia... mas quem merece tal infelicidade?
Dia 17... o dia em que me casei, o dia em que descobri que ia ser mãe não de um, mas de dois... dia 17, o dia em que perdi os meus filhos.

domingo, 16 de dezembro de 2012

In my home


Um dia... eu sei que um dia!

Há dias em que o nosso estado de espírito é tal qual da mesma cor do ceú lá fora. Somos como que uma tela do dia que vivemos. Talvez por se aproximar uma data que me diz muito.Talvez por se estar a aproximar as festividades que tanto adoro mas que nesta altura não vêm a calhar nada bem.
Hoje até a minha roupa espelha o meu estado de espírito... cinzento!
Já me tinham avisado que nem todos os dias iam ser calmos e tranquilos. Que algumas datas iam ditar dias menos bons e pensamentos repetitivos. Já me tinham avisado que nunca vou esquecer e só com outro filho nos braços vou conseguir ultrapassar. Mas agora sinto-me impotente perante os meus pensamentos e os meus sonhos. Voltei a sonhar. Mas não queria, caramba.
Queria viver e não sonhar. Quando acordo de manhã é ainda pior. Vivi, mas não vivi e isso magoa-me tanto.
Quando é que vou conseguir viver na plenitude a minha vida e conformar-me com as minhas perdas? Nunca eu sei... mas quero acreditar que um dia tudo vai ser diferente!

sábado, 15 de dezembro de 2012

Bom dia, Bom dia, Bom dia



7 boas razões para o mundo não acabar a 21 de Dezembro

Tanto se fala no fim do mundo que caramba, uma pessoa tem que estar preparada para tudo, não vá mesmo isto se dar e andarmos todos a pensar que foi apenas uma brincadeira.
Quanto a mim tenho 7 boas razões e mais umas quantas para continuar a viver após o dia tão temido. Então aqui vai:
- Vou receber um prendão de Natal do marido, pelo qual ando ansiosa. Esperemos então pelo dia 25;
- Tenho várias encomendas de bolinhos pós 21 de Dezembro. Calma lá que o importante é manter o cliente satisfeito;
- Tenho muitas viagens em lista de espera para serem concretizadas;
- Ainda não cheguei aos trinta e dizem que é uma idade mágica;
- A meteorologia aponta para uma passagem de ano sem chuva;
- Tenho o ginásio pago até ao final do mês;
- E a mais importante de todas, ser mãe! No sentido lato da palavra...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A horas da meia noite



Finalmente tenho tempo para mim. Isto de ser pasteleira a tempo inteiro tem muito que se lhe diga. Hoo se tem. Os três bolos para o fim de semana estão concluídos e posso dizer que estou muito satisfeita com o resultado final. Feriado amanhã portanto.
Já posso inspirar e expirar e aguardar pela meia noite para começar a contar os dias para os trinta. Como ainda falta um ano para essa idade tão desejada [ou não] vou tentar festejar os 29 em grande. Começamos com um jantarzinho cá em casa com as duas famílias do coração e no sábado rumamos ao bar da praia para beber uma caipirinha [ou duas vá, na loucura] que infelizmente o meu estado de espírito não dá para mais. Diz quem me ouve que há dias e dias. Talvez amanhã seja um daqueles dias em que as lembranças subam e a alegria desça tal qual a gravidade. Esperemos que não.
Assim sendo, vou tomar um banho, engolir uma sopa que ainda não está feita e esperar que alguém me cante os parabéns, ao ouvido que é como mais gosto.