segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

My Christmas

Poderia dizer que tenho todas as minhas prendas de Natal compradas, feitas e embrulhadas. Poderia dizer que este ano vou gastar muito menos dinheiro do que o ano passado, visto a crise que estamos a viver no país, mas principalmente dentro das minhas quatro paredes. Poderia dizer que estou ansiosa que chegue a noite em que o Pai Natal cai aos trambolhões pela chaminé. Poderia dizer que anseio pelos presentes que me aguardam no sapatinho. Poderia dizer tanta coisa, mas estou a mentir.
Este ano o Natal tem um significado completamente diferente. Este ano, é o primeiro ano em tantos anos de vida, que passo a noite de Natal sem os meus pais. A conjuntura familiar após casório assim o dita, segundo as regras que impusemos a dois. Um ano para cada lado, e é ver todos felizes. O problema é o sentimento de "perda". Sinto que "perdi" a minha primeira e verdadeira família e passei-me para o outro lado. Aliás, nem consigo bem organizar no meu sotão como vou distribuir os presentes aos meus amados pais, irmão e sobrinho se não vou estar com eles! Alguma coisa se há-de resolver e no fim até nem vai doer assim tanto, certamente.
Outra grande questão que se põe, é o facto da minha lista de presentes ainda ter um sem fim de nomes por colocar um visto, dado simplesmente não me apetecer ir para a confusão das lojas. Bem sei que com os dias a passarem a confusão aumenta. E o que fazer? Este ano ando assim... sem alma para o negócio.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Ora que boa merda!!!

Dizia-me ontem a merda do blogger que não podia adicionar mais fotos aos meus posts por já ter atingido o meu limite gratuito. Vai a menina, a esperta! a doutorada em blogues e a informática-dependente [óooo sim, olhem quem!] e bota de apagar todas as fotos que tinha no álgum do blogue na conta gmail a pensar que seria a solução para tal problema. Não é que agora vou a ver as minhas postagens mais antigas e todas TODAS! TODAS! as minhas fotografias se escapuliram! Desapareceram! Foram-se!
Não quero acreditar em tal coisa!
Estou para lá de piursa. Estou mesmo capaz de mandar quem me aparecer à frente à merda sem quê nem porquê!
Mas será que quando corre mal uma coisa a uma pessoa, o exercito da maldade vem todo atrás e não dá tréguas? Poxa pá!

Ai que estou tramada!

Comprometi-me [com o sério risco de me virem buscar a casa pelas orelhas] com as minhas amigas que hoje começava a ir às aulas de ginástica que ambas já frequentam, sem falta! Dizia eu à uns dias, sem falta! Vou cumprir, sem falta!
Informei-me com a médica que me fez o parto se posso voltar ao exercício e a resposta foi prontamente positiva para também exercitar a mente e ser mais fácil a minha recuperação.
Logo hoje senhores, logo hoje! A chuva lá fora não pára. O frio é tanto que parece entrar pelas gretas da janela e tenho que andar para todo o lado com a botija de água quente.
Mas quem é que no seu perfeito juízo vai largar o sofá e os cobertores, fazer 10Kms para cada lado para ir saltar, pular, 'abdominar' para a única recompensa [isto é o diabo do ombro esquerdo a falar] serem as dores de amanhã e nada mais.
Ai diabo das sete que estou tramada!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sweet Events de volta :)



No fim de semana passado voltei à cozinha.
Inspirei-me numa das minhas personagens favoritas da Disney e acho que superei as expectativas. Pelo menos as minhas porque já estava parada há muito tempo. O resultado final foi um bolo de dois andares onde o vermelho, o preto e branco predominaram. Dois sabores para haver escolha possível e um regresso em grande a um projecto há muito parado.




Podem espreitar a Sweet Events no facebook aqui.

O que uma mulher passa para estar em forma





Uma pessoa bem tenta diariamente cumprir uma alimentação saudável, beber 1,5litros de água e deixar o meu pecado mortal que é o pão. O maldito pão é que estraga tudo. Se juntarmos pão e manteiga então podem-me deixar no meio do deserto que sou menina para sobreviver.
O que acontece é que com a gravidez engordei alguns quilos e agora não há maneira disto ir embora. Vêm aí o Natal, um batizado, a passagem de ano e uma pessoa quer estar em forma para quando sair de casa não me continuarem a perguntar se está a correr bem a gravidez, por estar do tamanho de um texugo e não há melhorias ao nível da temível balança.
Hoje foi o 1º dia e espero seriamente voltar ao meu peso [pelo menos aquele com que estava antes de engravidar], mas se não for pedir muito com uns bons quilos a menos.
Sopa de cenoura e abóbora, ovos mexidos com atum ao natural. Não se passa fome, mas para quem gosta de comer como eu, ficamos com um ratito no estômago :)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Há dias assim

Há dias em que não devíamos sequer sair de casa. Até em casa somos mal interpretados quanto mais fora das nossas quatro paredes. Sinto-me cansada e extremamente vulnerável desde as minhas perdas. Sinto que há pessoas que me magoam propositadamente e principalmente há pessoas que se fazem de vitimas ultimamente só para me magoar.
Ando cansada e com poucas forças para continuar a lutar. 
Sinto que estou prestes a desistir.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Domingo e o meu mês ♥

Cá por casa hoje o dia vai ser dedicado inteiramente ao Natal. A árvore começa a ser feita [porque segundo o homem cá de casa dá azar fazer a árvore antes do dia 1 de Dezembro. No ano passado a minha pressa era tanta que em meados de Novembro a árvore já piscava e o ano de 2012 foi o piorzinho que por aqui passou. Este ano, não vá o diabo tecê-las só a vamos iniciar hoje], as luzes piscam e os sonhos quer na mesa quer na minha mente vão ser factos concretos.
Chocolate quente e panquetas, chá de ervas e torradas. Who cares! Estamos em Dezembro, o que importa é sonhar.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Olá Dezembro!




Dezembro!
Sim é o mês que mais gosto. O mês dos meus anos, das festividades, o mês do Natal, da passagem de ano. Para mim este mês é de sonhos e de desejos. Concluo que neste momento não desejo muita coisa, mas o pouco que desejo é imenso. Desejo arduamente voltar a trabalhar. Ter a agenda de 2013 repleta de notas e lembretes como eu gosto. Desejo que o meu marido me continue e amar e a apoiar como tem feito até hoje. Desejo saúde para mim e para as minhas duas famílias. E acima de tudo tenho um desejo tão meu, que nem ouso dizer alto.
São poucos os desejos que vou colocar na carta ao Pai Natal, mas são de tal forma grandiosos que certamente não os vai conseguir colocar a todos no saco. Não perco as esperanças. Vou continuar a sonhar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

As portas do forno voltam a abrir-se :)

Voltei a pôr as mãos na massa e resolvi fazer o bolinho de aniversário da minha afilhada para este fim de semana. Preciso de voltar à vida "normal" e não posso continuar a recusar encomendas.
A minha vida nestes últimos tempos tem-se pintado de preto e branco e preciso de voltar a pinta-la de muitas cores. Nem que seja com as cores das pastas de açúcar a colocar nos bolos.
Voltar a sorrir é uma prioridade. Voltar a ser a Maria de outros tempos é mais do que um desejo. Preciso de voltar a ser eu mesma, sem medos e sempre com esperança.
Um dia vou conseguir chegar ao cima da escada, caminhando degrau a degrau mas sem nunca cair. Um dia vou conseguir dizer já sem mágoa que perdi os meus bebés com 4 meses de gestação, nunca vou esquecer, mas um dia vou seguir em frente!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Porquê!? É a questão que me assombra todos os dias

O cursor não pára de piscar e as palavras simplesmente não saem.
A vontade de desabafar é enorme e a necessidade de deitar tudo cá para fora, por forma a conseguir ultrapassar esta dor tão grande e fazer o luto a que tenho direito é demasiada, pelo que dias e dias sem coragem de me exprimir chegaram ao fim e vou tentar que a rotina a que já estava habituada de escrever neste meu espaço seja cumprida.
A minha ausência deve-se a um sem número de problemas que me ocorreram nestes últimos meses.
Penso que com o meu testemunho possa ajudar quem se encontre numa situação idêntica, pelo menos a perceber que o que me aconteceu pode acontecer a qualquer uma e ainda numa fase muito recente das minhas perdas as minhas palavras poderão não ser de alento mas pelo menos de compreensão.
Há quatro meses atrás descobri que estava grávida e a minha vida mudou por completo. A alegria reinava cá em casa e ao mesmo tempo o medo assombrava os meus pensamentos só de pensar que ia ser mãe. Caramba, mãe. Que palavra tão forte e que sentido de responsabilidade esta palavra tão simples e pequena significava. Mas a felicidade era demasiada pelo que as dúvidas ficavam para depois. Mãe! Eu, vou ser mãe!!
Passados dois meses de uma gravidez sã e feliz descobrimos que a minha felicidade iria ser a dobrar, bem como os choros, as fraldas, as mijadelas, etc, etc, etc. A 17 de Outubro descobrimos que iríamos ser pais de gémeos. Sim gémeos. Como é possível perguntam vocês, assim como eu perguntei inúmeras vezes. Em nenhuma das famílias havia gémeos, como é que isso me poderia ter acontecido?!
A explicação fica para outro post e assim tal como eu tirei um doutoramento em gémeos nestes últimos meses, vocês também vão poder perceber que todas as mulheres podem ter gémeos. Mas não se assustem, o que me aconteceu só acontece a 1% das mulheres no mundo pelo que dificilmente vos irá acontecer.
A minha obstetra pediu-me que no dia seguinte fosse ter com ela ao hospital para me examinar melhor. Apartir desse dia a minha vida tem sido um inferno. Descobrimos que a minha gravidez era mono mono (gravidez em que ambos os bebés estão na mesma placenta e no mesmo saco, partilhando o mesmo espaço, o mesmo liquido amniótico e o mesmo alimento).
Fui encaminhada de urgência para a maternidade para ser seguida por especialistas pois o meu caso era raríssimo e de alto risco. Quando cheguei fui vista por 9 médicos!! Diziam eles que um caso assim tinha que ser visto por todos, porque dificilmente na vida deles iriam voltar a ver um caso destes.
Porquê eu, tem sido a minha questão no decorrer dos últimos tempos. Porquê? Porquê? Se só acontece a 1% das mulheres no mundo, porquê eu!
Ao fim de dois meses de sofrimento, sem respostas às minhas inúmeras perguntas por parte dos especialistas, porque nem eles sabiam bem o que me responder e como tratar o meu caso, uma vez que as probabilidades desta gravidez terminar eram altíssimas visto os bebés partilharem o mesmo espaço e haver muitos riscos dos cordões se entrelaçarem e os bebés morrerem com falta de alimento, ou terem deficiências físicas e mentais, os meus bebés morreram às 15 semanas e alguns dias.
Uma vez que a gravidez já era avançada (4 meses) tive que fazer parto normal e ter os meus bebés, os meus filhos ou filhas!
Faz hoje duas semanas que soube que "a sua gravidez está interrompida". Faz hoje duas semanas que chorei e gritei como se o meu mundo tivesse acabado. Faz hoje duas semanas em que perdi toda a fé. Faz hoje duas semanas que o meu mundo caiu aos meus pés e eu perdi os meus filhos/as. Os meus queridos filhos/as.